
Presidente da Administração IADE
O ano lectivo passado foi acompanhado por uma viragem profunda na forma como hoje se olham as empresas, os mercados e os consumidores. Assistimos a decisões que pensaríamos improváveis, como sejam: a intervenção do estado em sectores de actividade; a instabilidade económica de empresas apontadas como casos de sucesso; a agitação social provocada pela larga escala de despedimentos; entre outros...
A cada vez mais provável deflação a que vamos assistir, ao fim de 60 anos, vai implicar certamente uma mudança na atitude perante os mercados e os negócios. O Ensino Superior não será certamente alheio a estas circunstâncias. As suas características próprias como os ciclos de estudos e a sua previsibilidade de curto prazo permitem experimentar uma sensação de conforto quando na verdade tal pode não acontecer.
Teremos de ser capazes de antever cenários de médio prazo para saber agir no imediato. Teremos de ser persistentes nos objectivos sob pena de nos desviarmos do essencial. Teremos de ser sólidos nas decisões para poder reagir rapidamente. Teremos de manter uma sustentabilidade operacional sob pena de não demonstrar as nossas capacidades. Nenhum de nós, gestores, viveu ate hoje qualquer cenário que não fosse de crescimento. Teremos de estar preparados para desenvolver qualquer raciocínio que nos coloque num contexto diferente.
Estamos capazes de o enfrentar?
Muitos afirmam que a Educação goza de um efeito de contra ciclo às crises económicas. Nota-se que é nestas alturas que as pessoas olham mais para os seus intangíveis. Aqui está evidenciada uma das nossas oportunidades. Está nas nossas mãos a possibilidade de continuar a vigência de um percurso académico e empresarial de referência.
O desafio que nos é colocado está ao nível da gestão do portfólio. A reforma de Bolonha permitiu‐nos abrir novos horizontes quanto ao projecto de escola que pretendemos. Ao mesmo tempo abriu caminho à diversificação da nossa oferta. Chegou o momento desta diversificação dar os seus frutos. A gestão do portfólio tem de ser vista pelo contributo de cada produto educativo. Estamos num cenário onde algumas vezes, para esconder a nossa incapacidade, revestimos os “cães rafeiros” com pele de “vaca leiteira”.
Acreditamos no saber, intuição e bom senso dos nossos gestores. O futuro será construído pela forma como encaramos o que está na nossa frente. Por entre o cinzento dos dias está um brilho de sol encantador e gerador de uma energia inesgotável.
Gonçalo Nuno Caetano Alves,
Prof. Doutor
Presidente da Administração IADE, SA.
Presidente das Escolas Universitárias do IADE
Ao longo destas últimas quatro décadas, o IADE tem sido um laboratório de criatividade reconhecido de uma maneira geral por toda a sociedade. Instilando em todos os nossos alunos, a ideia de não terem medo do sucesso nem do desconhecido - sobretudo quando o desconhecido comporta a possibilidade de sucesso. Ensinando as pessoas a sair das suas zonas de conforto, a aceitarem correr riscos, em suma, a acreditar em si próprios - ou seja, tornando-os melhores, quer nas suas vidas pessoais, quer na sua futura integração profissional.
Todos também sabemos que as nossas actuais e futuras gerações serão cada vez mais instruídas e estarão tecnologicamente mais confortáveis. No entanto, serão também mais difíceis de contentar, a menos que se encontrem novas formas de satisfazer as suas expectativas e as suas escolhas ilimitadas.
Os grandes padrões de escolha são claros: mais trabalho; mais realização pessoal; novas unidades familiares; maior mobilidade social, económica e física; maiores círculos de amigos e conhecidos (veja-se o sucesso do hi5, face book, my space entre outros) e ainda um maior envolvimento na sociedade.
As pessoas nunca como hoje foram tão sofisticadas, individualistas ou conhecedoras das escolhas que fazem diariamente.
Todos os anos, haverá qualquer coisa como um milhão adicional de pessoas, em toda a Europa, que estarão preparados para desempenhar funções que exigem cada vez mais e melhores qualificações de ensino superior.
Para esses, é mesmo forçoso que continuem a sua formação para que possam ambicionar vir a ser de facto um especialista numa determinada área. Foi apenas para esses, que os actuais cursos de mestrado do IADE foram delineados. Hoje, para além da formação de 1.º ciclo “em banda larga” conferente do grau de licenciado em Design, Marketing e Publicidade e em Fotografia e Cultura Visual, o IADE dispõe de uma vasta oferta de cursos de 2.º ciclo, conferentes do grau de mestre e com uma formação especializada nas mais variadas áreas afins às indústrias criativas para sermos assim líderes, no âmbito do ensino superior em Portugal, neste segmento de formação.
Assim, num momento de viragem do ensino, não só em Portugal, mas também por toda a Europa, e quando o IADE já ultrapassou os 40 anos de existência, após a sua fundação em 1969, pretendemos manter a categoria de líder no ensino do Design, incrementar a posição no Marketing, particularmente na área de Comunicação e da Publicidade e consolidar o ensino da Fotografia e da Cultura Visual em contexto de ensino superior.
Carlos A. M. Duarte,
Prof. Doutor
Presidente das Escolas Universitárias do IADE





PARCERIAS E PROTOCOLOS
Pioneiro do ensino de Design em Portugal, o IADE criou em 1969 o curso de "Design de Interiores e Equipamento Geral" realizado segundo o modelo de Arts&Crafts Anglo-Saxónico e de escolas vanguardistas como a Scuola Politecnica di Design, Milão. Com a duração de 3 anos, a exemplo dos actuais cursos de 1.º ciclo e organizado em "banda-larga".







