 |
|
 |

Current Radical Propositions
Eduardo Côrte-Real
Desenhar para Perceber: Uma Pedagogia da Perspicácia no Desenho de Observação
Na primeira reunião de avaliação em que participei como assistente de Daciano da Costa, ainda nos anos oitenta do século passado, fui surpreendido com um aspecto aparentemente decisivo na avaliação dos desenhos: a qualidade da “Perspicácia”. Nos desenhos dos melhores alunos, aqueles que eu julgava que tinham obtido melhores resultados e consequentemente conseguiam produzir imagens com verosimilhança, existiam alguns que eram mais perspicazes que outros.
“Este, é muito mais perspicaz – dizia-nos Daciano, - não te parece?”
Confesso que não a sabia distinguir, nem me ocorria como tal qualidade poderia ser evidente. Como em muitas outras coisas, o aprendiz deve fingir que percebeu e esperar por melhor oportunidade para ir percebendo.
Alguns anos depois li um livro de Peter Dormer, The Art of the Maker, onde era apresentado o papel da transmissão de conhecimento tácito no ensino e aprendizagem das artes ditas práticas. Posso, à distância de vinte anos, reconhecer que reconhecer perspicácia era uma tarefa pedagógica que foi sendo transmitida tacitamente no decurso de muitas sessões de avaliação.
Este texto procura estabelecer a importância do desenho de observação no edifício teórico - didáctico de Daciano da Costa, reflectindo especificamente no conceito de Perspicácia e quanto este é útil aos candidatos a designers e a arquitectos.
voltar ao topo
|
 |

Articles
Foreword 3
Ethel Leon
Jovens Objectos Velhos
Marisa Maass
A Poesia no Cotidiano: Leitura do Utensílio como Obra de Arte
Eduardo Côrte-Real
Desenhar para Perceber: Uma Pedagogia da Perspicácia no Desenho de Observação
Mauro Pinheiro
Autoria e Comunicação no Design
Keith Russel
Concepts of Art and Design: Tensions between Domains
Michael Ostwald and Michael Chapman
Psychic Automatism and Nonlinear Dynamics: Surrealism and Science in the Architecture of Coop Himmelblau
Leon Cruickshank
The Case for a Re-Evaluation of Deconstruction and Design: Against Derrida, Eisenman and their Choral Works |
 |