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Por dentro do Paço da Ribeira
Nuno Senos
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/UNL
Mandado erguer nos inícios do século XVI por D. Manuel, o Paço da Ribeira transformou-se na mais permanente e importante das residências da coroa portuguesa, mantendo este estatuto até ter sido destruído pelo terramoto de 1755. Edifício original, fundamental para a história da arquitectura do período, mas também importante para a compreensão do ideário político dos inícios de Quinhentos, o Paço da Ribeira materializou o ideal imperial manuelino naquela que foi a sua mais eloquente expressão arquitectónica. Nesta comunicação analisarei a organização dos interiores deste palácio. Começarei por resumir a história do edifício, caracterizando-o nos seus traços gerais. Depois enunciarei os princípios que pautaram a distribuição dos seus espaços interiores, fundamentais para a compreensão do funcionamento de um palácio quinhentista. Identificarei cada uma das unidades funcionais (casa do rei, da rainha, do príncipe...) que compunham o paço e localizarei, tanto quanto nos permite a documentação subsistente, cada uma dessas unidades Finalmente farei referência às formas de utilização dos espaços, em situações quotidianas assim como no contexto dos grandes acontecimentos (festas, casamentos reais, recepções de embaixadas), alturas em que todo o potencial do Paço da Ribeira era convocado para a construção do mais completo efeito cénico.



COORDENAÇÃO CIENTÍFICA
António Nunes Pereira
Sandra Costa Saldanha



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