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A pintura decorativa e a geração naturalista
Alexandra Reis Gomes Markl
Museu Nacional de Arte Antiga/IMC
As duas últimas décadas do século XIX foram marcadas por importantes desenvolvimentos sociais e económicos que conduziram ao aparecimento de inúmeros projectos arquitectónicos públicos e privados de grande relevância, em que os recursos e a escala passaram a ser exaltados por um programa decorativo interior mais ambicioso. Diversos pintores da geração naturalista, entre os quais Columbano, António Ramalho, João Vaz ou Veloso Salgado dedicaram-se intensamente a este tipo de trabalhos decorativos a partir da década de 1880, desenvolvendo registos que os foram conduzindo progressivamente para longe da estética por eles utilizada na pintura de cavalete. Entre as duas práticas – pintura de cavalete e pintura mural - irão desenvolver-se diferenças sensíveis que no caso das segundas abriu o campo às tendências modernistas.



COORDENAÇÃO CIENTÍFICA
António Nunes Pereira
Sandra Costa Saldanha



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