Pedro Bebiano Braga Divisão de Museus/CML
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Durante as últimas décadas oitocentistas e o dealbar de Novecentos, os móveis e o invólucro decorativo em que foram colocados tiveram um percurso de lenta aproximação. Marceneiros, ensambladores e entalhadores, sobressaindo o nome de Leandro Braga, executaram móveis e decorações em madeira nos interiores, sobretudo, num historicismo eclético. As casas dos armadores completavam a sobreabundante decoração dos espaços. A talha foi uma das características predominantes do gosto vigente e raros exemplares integraram o azulejo, reflectindo modas europeias, num ténue Arts & Crafts que teve tradicional apropriação ao gosto nacional. Entre nós, firmando-se nos escritos de Ramalho Ortigão e nos planos decorativos de José Queiroz. Com o aproximar da viragem do século, assistiu-se a uma maior racionalização do interior e do seu mobiliário, como um todo, registando-se o atelier de Frederico Ribeiro entre os pioneiros desta voga. Em simultâneo, surgiram novos móveis, para higiene e iluminação, e deu-se o desenvolvimento do fabrico industrial de mobiliário em série que era vendido por catálogo dos armazéns, satisfazendo uma procura cada vez maior.
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