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Ritual e etiqueta na formação dos programas distributivos
da casa senhorial do séc. XVII

Helder Carita
Escola Superior de Artes Decorativas/FRESS
A partir dos finais do séc. XVI e ao longo de todo o século XVII, a vida quotidiana da casa nobre em Portugal vai assistir a uma gradual fixação de comportamentos, com profundas implicações na formação de uma nova estrutura distributiva dos seus interiores. Ditado por uma crescente ritualização da vida social surgem, no interior da casa nobre, novos espaços com funções específicas. Se no piso nobre, verificamos o aparecimento espaços como as “camaretas” ou a “sala de estrado”, na estrutura geral da casa, a entrada, escadas, cozinha, cocheira e cavalariças ganham nova articulação funcional nos seus programas distributivos. Num outro registo, relacionado com os avanços da matemática e geometria e a emergência de uma progressiva capacidade de abstracção do espaço, assiste-se a uma tendência para que estas novas funções se organizem, entre si, num esquema mais racional e coerente.



COORDENAÇÃO CIENTÍFICA
António Nunes Pereira
Sandra Costa Saldanha



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